Evolução no Brasil
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Evolução no Brasil
Movimento livre da influência do Estado
No Brasil, a cultura da cooperação é observada desde a época da colonização portuguesa.
Esse processo emergiu no Movimento Cooperativista Brasileiro surgido no final do século 19,
estimulado por funcionários públicos, militares, profissionais liberais e operários, para
atender às suas necessidades.
O movimento iniciou-se na área urbana, com a criação da primeira cooperativa de consumo de
que se tem registro no Brasil, em Ouro Preto (MG), no ano de 1889, denominada Sociedade
Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto. Depois, se expandiu para
Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, além de se espalhar em Minas Gerais.
Em 1902, surgiram as cooperativas de crédito no Rio Grande do Sul, por iniciativa do padre
suíço Theodor Amstadt. A partir de 1906, nasceram e se desenvolveram as cooperativas no
meio rural, idealizadas por produtores agropecuários. Muitos deles de origem alemã e italiana.
Os imigrantes trouxeram de seus países de origem a bagagem cultural, o trabalho associativo
e a experiência de atividades familiares comunitárias, que os motivaram a organizar-se em
cooperativas.
Com a propagação da doutrina cooperativista, as cooperativas tiveram sua expansão num modelo
autônomo, voltado para suprir as necessidades dos próprios membros e assim se livrarem da
dependência dos especuladores.
Embora houvesse o movimento de difusão do cooperativismo, poucas eram as pessoas informadas
sobre esse assunto, devido à falta de material didático apropriado, imensidão territorial e
trabalho escravo, que foram entraves para um maior desenvolvimento do sistema cooperativo.
Em 2 de dezembro de 1969 foi criada a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e no
ano seguinte, a entidade foi registrada em cartório. Nascia formalmente aquela que é a
única representante e defensora dos interesses do cooperativismo nacional. Sociedade
civil e sem fins lucrativos, com neutralidade política e religiosa.
A Lei 5.5764/71 disciplinou a criação de cooperativas, porém restringiu a autonomia dos
associados, interferindo na criação, funcionamento e fiscalização do empreendimento cooperativo.
A limitação foi superada pela Constituição de 1988, que proibiu a interferência do Estado nas
associações, dando início à autogestão do cooperativismo.
Em 1995, o cooperativismo brasileiro ganhou o reconhecimento internacional. Roberto Rodrigues,
ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, foi eleito o primeiro não europeu
para a presidência da Aliança Cooperativista Internacional (ACI). Este fato contribuiu
também para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras.
No ano de 1998 nascia o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
A mais nova instituição do Sistema “S” veio somar à OCB com o viés da educação cooperativista.
É responsável pelo ensino, formação, profissional, organização e promoção social dos trabalhadores,
associados e funcionários das cooperativas brasileiras.
O cooperativismo brasileiro entrou no século 21 enfrentando o desafio da comunicação. Atuante,
estruturado e fundamental para a economia do País tem por objetivo ser cada vez mais conhecido
e compreendido como um sistema integrado e forte.